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História da Maluda - Adoptada! Versão para impressão Enviar por E-mail

A Maluda é uma simpática cadelinha com cerca de 9 anos, de porte médio e com uma bonita pelagem de cor castanho dourado. É muito calma e sossegada. O seu feitio pacífico permite o convívio fácil com outros animais, quer sejam cães ou mesmo gatos. Gosta muito da companhia e da atenção das pessoas, embora seja um pouco reservada na primeira abordagem a desconhecidos. Após ganhar alguma intimidade e confiança com as pessoas, a Maluda retribui a atenção e os carinhos recebidos com muita meiguice e doçura. A ligaçao da Maluda à APCA iniciou-se há já bastante tempo. Ela era a companhia de uma pessoa muito debilitada a nível socio-económico e que acabou por falecer. A Maluda, que inclusivé estava grávida na altura do sucedido, perdeu de repente o já pouco que tinha. Ficou sozinha e sem lar.

A Maluda após ter dado entrada no canil, de olhar triste e perdido.

 

Foi então que a resgatámos e acolhemos no nosso canil onde ela acabou por ter os seus filhotes. Estes foram durante algum tempo a sua companhia e motivo para alegria e alheamento da sua nova condição de vida. Mas com a adopção deles, a Maluda voltou a ficar só e a ter de enfrentar a sua dura e triste realidade, restando-lhe esperar por melhores dias.

 

A Maluda conformada.


Mas com o lento passar do tempo na clausura do canil, sem o surgimento de novo dono que a adoptasse, a esperança aos poucos foi-se desvanescendo e a Maluda conformando-se à sua infeliz condição, ao ambiente frio e húmido, e à partilha do seu limitado espaço por outros cães que nem sempre lhe permitem o sossego que ela tanto gosta de ter. Ela foi esquecendo a pouco e pouco a alegria dos pequenos prazeres que outros cães mais afortunados desfrutam para lá daqueles muros. Os passeios, a liberdade, o sossego e o conforto de uma casa só dela, e sobretudo do carinho e atenção exclusiva de pessoas como ela tanto gosta.

Os mimos e a atenção não podiam ser tantos como a Maluda desejava, pois têm de ser repartidos por poucas pessoas entre muitos cães. A Maluda começou a ficar triste e apática e foi necessário não a deixar perder a esperança. Tivemos de efectuar um trabalho com ela para ressuscitar de novo a sua alegria auto-estima e confiança.

 

Aos fins-de-semana a Maluda voltou a dar passeios no exterior, a andar de carro e a relembrar como é a vida dentro de uma verdadeira casa. Ao princípio estranhou um pouco as mudanças e teve algum receio, mas esperta e curiosa como é, rapidamente se adaptou a tudo. Nos passeios porta-se muito bem e segue sempre próximo de quem a leva. Respeita as indicaçoes e embora também goste de descobrir o que a rodeia, nunca se aventura em demasia.
Andar de carro também foi uma nova experiência. No início, com medo, ela nunca entrava e tinha mesmo de ser colocada ao colo no interior da viatura. Mas nas ocasiões seguintes, ela já ficava alegre assim que se apercebia da porta do carro para o qual já entrava sem ajuda, ao antever a viagem ao qual aquela acção dava origem.

A Maluda num dos muitos passeios com o padrinho.


 

Em casa a Maluda também se portava muito bem, era asseada e convivia lindamente com os animais (cão e gato) que lá moravam. Ganhou um hábito que desfrutava ao máximo: dormir a sesta, aproveitando a tranquilidade do ambiente (bem diferente do canil para onde tem de regressar) e se possível sob o efeito anestesiante de umas festinhas na cabeça.
E assim, com a vivência regular destes momentos, o coraçãozinho da Maluda voltou a ganhar outro alento e a chama da esperança voltou a acender-se na sua já longa mas triste vida. É uma pena, e ela sente-o bem, que estes curtos mas intensos momentos de felicidade tenham de ser efémeros e sempre interrompidos no final pelo regresso de volta a mais uma semana no canil.

A Maluda na cama do padrinho com a gatinha.

 

O que a Maluda e todos nós mais gostávamos era que ela encontrasse alguém que quisesse partilhar da sua doçura e afável companhia e que a pudesse adoptar. Um dono que transformasse esses bons, mas curtos momentos que ela voltou a descobrir e viver, dando-lhes um carácter permanente e definitivo e que dessa forma pudesse apagar da sua memória os longos anos de estadia sem opção no canil.

Maluda

 

Se não pode adoptar a Maluda, mas gostaria de ajudar-nos a encontrar-lhe um bom dono, faça download do apelo aqui.
Pode afixar em veterinários, lojas de animais e outros locais onde tenha permissão para o fazer.
Veja informação mais pormenorizada sobre a Maluda aqui.

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